Discussão sobre este post

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Avatar de Paula Grecco

Que conto. A ideia central é das que ficam: os ricos literalmente digerindo os pobres para se renovar, e a renovação durando nove meses — uma gestação às avessas. Você teve o bom senso de não anunciar a alegoria de cara; ela vai se montando sozinha, e quando Genésio percebe que o pai já servira ali, e suspeita do avô e do bisavô, o conto encontra seu verdadeiro assunto: não a criatura, mas a servidão que atravessa gerações sendo devorada pela mesma boca. Otto é eterno; Genésio, não. Esse é o golpe.

O horror corporal é muito bem feito — a passagem pela garganta, a entrada na jaula que o leitor lê como suicídio e que você transforma em rendição quase bem-aventurada. A ambiguidade do fim (ele venceu ou foi reduzido a nada?) termina o conto de forma ímpar. Parabéns!

Avatar de Anna de Almeida

Esse foi o primeiro texto seu que li na vida, foi em um devaneios (um dos primeiros que participei) e só soube que era seu muito tempo depois. É um conto incrível, parabéns!

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